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Itaquiraí: Prefeito cancela carnaval para investir no município

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RICARDA MINELA

O prefeito Ricardo Fávaro Neto (PSDB) decidiu não realizar a programação de Carnaval em 2016. Após reunião com secretários, o gestor afirmou que os valores que seriam utilizados para a organização do evento serão destinados em ações para Saúde, Educação e Infraestrutura.

A administração esclarece que no ano de 2016, o país sofrerá em todos os níveis déficit de arrecadação e repasses. “Acreditamos que teremos o apoio do povo, sobretudo aqueles que conhecem as dificuldades do município, bem como a necessidade de mantermos a cidade bem cuidada e os serviços essenciais funcionando de acordo com a demanda da população”, afirma o prefeito.

As dificuldades devem-se aos repasses inferiores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), devido ao Brasil está passando por um momento difícil em relação ao volume obtido no setor da arrecadação.

O prefeito Ricardo Fávaro informou que o dinheiro que deixará de ser arrecadado representa um forte arrocho com relação a despesas, folha de pagamento dos servidores e fornecedores da Prefeitura.

Ricardo Fávaro prevê um ano de muitas dificuldades financeiras e econômicas. “A exemplo da situação de alguns municípios, a Prefeitura de Itaquiraí vem mantendo em dia os pagamentos. Iremos tomar as providências para conter essa crise, discutindo questões que envolvam ações para conter e tentar economizar o máximo possível às despesas, com o objetivo de priorizar o pagamento dos servidores e fechar o ano com o município organizado”, comentou Ricardo
.
Para Ricardo Fávaro, a decisão do cancelamento do Carnaval foi muito difícil, contudo será uma medida preventiva para a contenção e manutenção dos serviços públicos. “O Carnaval, realizado em via pública, exige grande investimento de recursos públicos para a contratação das atrações musicais e estrutura, como palco, sonorização, iluminação, sanitários e serviços de segurança. Entendemos que o volume a ser investido, para o evento carnavalesco, não é visto como prioridade, dentro das atuais circunstâncias econômicas, já que todo o custo deveria ser coberto com recursos próprios da Prefeitura, o que colocaria em risco o custeio de outras necessidades emergenciais do município”, finaliza.

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