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Mato Grosso do Sul aumenta sua participação na produção agrícola do país

Em oitavo lugar dentre os principais Estados agrícolas do País, Mato Grosso do Sul aumentou de 4,8% para 5,0% sua participação no valor da produção agrícola brasileira em 2016 em relação ao ano anterior, de acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dentre os municípios produtores, sete localidades sul-mato-grossenses se destacaram: Rio Brilhante, em função do crescimento da produção de cana; Maracaju, Ponta Porã, Sidrolândia, Dourados e São Gabriel, diante do desempenho na soja e milho; e Costa Rica, impulsionada pela cultura do algodão.

De acordo com os dados da PAM 2016, Maracaju, na 13ª posição no ranking nacional dos municípios, teve área colhida de 505,519 mil hectares e valor de produção de R$ 1,391 milhão, apresentando crescimento de 10% na produção em relação a 2015.

O município responde por 0,4% no valor de participação da produção nacional.

Ainda considerando o cômputo geral, o IBGE relaciona também os municípios de Ponta Porã (19º), com área colhida de 379,205 mil hectares e crescimento de 7% no valor de produção, fechado em R$ 1,138 milhão; Sidrolândia (24º), com 362,157 mil hectares colhidos e incremento de 15,3% no valor de produção, de R$ 952,406 mil.

Nesse mesmo levantamento, Dourados aparece na 25º posição, onde a área colhida foi de 312,242 mil hectares e o valor de produção, de R$ 944,574 mil, 20,6% maior que o de 2015; Costa Rica, com área colhida de 184,565 mil hectares e valor de produção de R$ 768,641 mil (+8,8%); e São Gabriel do Oeste (48º), com área colhida de 205,750 mil hectares e valor de produção de R$ 664,198 mil (aumento de 12,2%).

MILHO

De acordo com a PAM 2016, Mato Grosso do Sul ocupa a terceira posição no ranking dentre os maiores Estados produtores de milho do país, atrás de Mato Grosso e do Paraná, com uma área colhida de 1,679 milhão de hectares e 6,02 milhões de toneladas produzidas, recuo de 38% em relação a 2015.

O valor de produção foi de R$ 3,283 bilhões. O motivo da retração na produção, apontou o estudo, foi o excesso de chuvas no início do plantio da segunda safra, o que dificultou as operações de plantio, seguido de um período de estiagens severas durante o mês de abril, quando boa parte das lavouras está no estágio reprodutivo.

Quando considerada a participação dos municípios na produção de milho, quatro municípios do Estado estão entre os 20 de maior produção e o município de Maracaju ocupa a sexta posição na lista. Em 2016, conforme o IBGE, foram colhidos 776,970 mil toneladas do cereal em 215,750 hectares plantados no município.

O rendimento médio foi de 3.601 quilos por hectare, resultando em um valor de produção de R$ 440,1 milhões. Apesar do resultado, houve redução de 32,6% na produção em relação a 2015, apontou a pesquisa.
Em Sidrolândia (8º município em produção), também houve recuo, de 26,3%.

O valor de produção alcançou R$ 351,5 milhões, enquanto a área colhida foi de 160 mil hectares e a produção, de 672 mil toneladas.

No município de São Gabriel do Oeste (13º), onde a área plantada foi de 86,800 mil hectares, a produção alcançou 471,600 mil hectares e o valor de produção R$ 278,1 milhões, com queda de 16,4% no comparativo com 2015.

Já em Ponta Porã (17º em produção no país), o decréscimo foi ainda mais expressivo, de 54,5%. O valor de produção foi de R$ 227,4 milhões. Lá, foram produzidos 425,700 mil toneladas em 129 mil hectares.

SOJA

Em se tratando da soja, o Estado figura como o quinto maior produtor da oleaginosa no País, atrás de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

Foram produzidos 7,389 milhões de toneladas em uma área de 2,413 milhões de hectares. O valor de produção somou R$ 7,536 bilhões, crescimento de 1,2% em relação a 2015. Apesar desse crescimento, foi constatado queda em produção nos municípios destaques em produção do Estado.

Em Maracaju, que obteve a 12ª colocação dentre os 20 principais municípios produtores da oleaginosa em 2016, foram produzidas 773,400 mil toneladas em 255 mil hectares no município, porém a produção recuou 0,2%, segundo o IBGE.

O valor gerado foi de R$ 757,3 milhões e a produtividade, de 3.033 quilos por hectare. Para Ponta Porã (19º), a retração foi de 1,9% — com 619,360 mil toneladas produzidas em 199 mil hectares, o valor de produção do município para a oleaginosa foi de R$ 669,8 milhões.

CANA

Com uma produção de 8,503 milhões de toneladas, colhidas em uma área de 93.065 hectares, Rio Brilhante é o principal produtor da cultura no país, conforme a pesquisa do IBGE.

A produtividade da cultura no município foi de 91.367 quilos por hectare e o valor de produção alcançou R$ 629,228 milhões, crescimento de 33,2% no comparativo com 2015. Rio Brilhante contribui com 1,1% em participação nacional.

Os demais municípios sul-mato-grossenses a se destacarem em produção de cana na pesquisa são respectivamente Ivinhema (11º) — com 4,180 milhões de toneladas e valor de produção de R$ 286,358 milhões, o crescimento em produção foi de 42,2% entre 2015 e 2016 — e Angélica (16º) — a produção totalizou 3,806 milhões e o valor de produção R$ 260,727 milhões, avanço de 15,5% em relação a 2015.

ALGODÃO

A Pesquisa Agrícola Municipal do IBGE indica ainda que MS é o terceiro Estado em produção de algodão, atrás de Mato Grosso e Bahia, registrando em 2016 uma produção de 11,410 mil toneladas, colhidas em 29,610 mil hectares.

O valor de produção foi de R$ 201,236 milhões. Apesar da posição no ranking geral, o Estado teve queda de 19,1% em produção entre 2015 e 2016.

Dentre os 20 maiores municípios produtores de algodão, apenas um sul-mato-grossense se destaca: Costa Rica, com uma produção de 79,204 mil toneladas, colhidas em 19,392 mil hectares.

O valor médio de produção do município foi de R$ 142,5 milhões e acompanhando o resultado do Estado, Costa Rica também apresentou retração em produção em relação a 2015, de 5,3%.

Correio do Estado

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